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Blog

8/4/2006

Ondjoyetu

 
A esta hora já a minha grande Amiga Vera está em Angola em missão e por lá ficará durante pelo menos um ano. A ela e a todos felicito pela coragem e vontade de ajudar a desenvolver um país pela alfabetização. Boa sorte e Força que eu torço por voçês! Quem sabe em breve também irei ajudar a colocar uma pedra? :) 
  
Para os interessados aqui fica o blog do grupo, http://ondjoyetu.blogspot.com/ , e uma notícia que saiu na Ecclesia.
 

Jovens de Leiria ajudam Angola

Um grupo da Diocese de Leiria-Fátima, composto por dois padres e três leigas, parte no início de Agosto para Sumbe, Angola, de onde ruma em trabalho missionário para o Gungo, uma zona bastante isolada onde a população vive com muitas carências a vários níveis. Os elementos do Grupo Missionário Ondjoyetu trabalharão na Missão do Gungo, a 150 quilómetros de Sumbe, capital da diocese com a qual Leiria-Fátima está geminada desde Abril deste ano.
O grupo é integrado pelo padre Vítor Mira, da paróquia de Regueira de Pontes e coordenador da missão, pelo padre David Nogueira, que por lá ficará durante três anos, e por três leigas (Sónia Cruz, Analista; Catarina Bagagem, Educadora de Infância; e Vera Pereira, Professora), que permanecerão na região entre um a dois anos.
No Gungo "está tudo por fazer", disse ao “Diário de Leiria” o padre Vítor Mira. A nossa principal preocupação é acompanhar a comunidade para a ajudar a crescer. Não vamos com ideias preconcebidas. Sabemos que temos coisas que podemos dar, ensinar, mas tudo o que fizermos é para ajudar e para colaborar, ao ritmo da comunidade", explica o coordenador do projecto ASA - Acção Solidária com Angola.
Esta ajuda efectiva a prestar por toda a Diocese de Leiria-Fátima tem em vista o apoio ao auto-desenvolvimento das populações e não tanto ao apoio para subsistência. Para apoio aos missionários que em Agosto seguem para Angola foi criado o “Grupo dos Mil e Tal Amigos”, para o qual todos os diocesanos de Leiria-Fátima são convidados a aderir, com oferta mensal de 1 Euro.
Entre 1993 e 1996 trabalhou na diocese de Novo Redondo (Angola) um padre “fidei donum” da diocese de Leiria-Fátima. Em 1999 foi criado do Grupo Missionário Diocesano de Leiria-Fátima que viria a receber mais tarde o nome “Ondjoyetu” (A Nossa Casa), como consequência da ligação à diocese de Novo Redondo que entretanto se foi realizando.
No ano 2000 foi realizada a primeira edição do Projecto ASA – Acção Solidária com Angola, com a duração de dois meses. Desde então, todos os anos, a diocese de Leiria-Fátima enviou àquele país africano grupos de voluntários missionários leigos por períodos de dois meses. Até este momento foram a Angola integradas neste projecto 25 pessoas diferentes. Até 2003 a acção dos voluntários foi realizada nos arredores da cidade do Sumbe, sede da diocese de Novo Redondo, e na Gabela, em colaboração directa com os missionários que lá trabalham.
A partir de então, o trabalho começou a ser desenvolvido na missão do Gungo, um comuna do interior que tem cerca de 2.100 km2 e onde habitam cerca de 30.000 pessoas.

 

 


5/3/2006

Poema 20

 
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: «La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos».

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.
 
 
 
                                                                                       Pablo Neruda
                                                                                        (1904 - 1973)
                  
4/24/2006

Bolo de Cenoura

(receita da Karen - Dinamarca)
 
200 g de farinha
200 g de açúcar amarelo ou mascavado
3 ovos
3 colh. (cha) canela em pó
2 colh. (cha) fermento
5 cenouras raladas
algumas ameixas secas aos pedacinhos
pode juntar-se um pouco de azeite se a massa estiver muito seca
 
Junta-se e bate-se tudo muito bem e coloca-se a cobertura.
 
Cobertura:
200 g de créme fraiche ou queijo filadélfia
50 g d açucar em pó
sumo e raspas d um limão ou lima (adoro qq um destes)
 
Vai ao forno durante uma hora a 170ºC.
 
 
Divinal!  Não é Vera? ;)
 
 
4/15/2006

Bodies Exhibition

Quinta fui ver a exposição BODIES em Earl´s Court. Nao sei se ja ouviram falar mas eu lembrei-me q tinha visto um artigo no Publico, à cerca de dois anos, a dar conhecimento da inauguração em New York. Basicamente o Senhor van Gutten aproveitou corpos de prisioneiros chineses sob pena de morte. Primeiro preservou-os temporariamente, depois desidratou-os e simultaneamente sujeitou os corpos a acção de um polimero, espécie de silicone. Resultado final, os corpos ficam "eternamente" (até ver) preservados. Há secções sagitais, tranversais e longitudinais e ainda uma impressionante mostra do sistema circulatório por si só. Por injecção de um outro polimero exclusivamente nos vasos sanguineos com posterior degradação das restantes células. Resultado, a famosa "árvore" do sistema circulatório com as artérias, arteríolas e veias. Diga-se que a árvore dos pulmões com os alvéolos está fenomenal.
 
Uma exposição a não perder!
 

Amar!

Amar!
 
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
 
                                             
                                                       Florbela Espanca  
                                                          (1894-1930)